quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novos caminhos

Pelos últimos posts, muitos puderam perceber que grandes movimentos estavam acontecendo. Textos profundos e complexos surgiram e felizmente percebi que muitos compartilhavam de experiências e sentimentos semelhantes. Hoje segue um dia dos mais doloridos e dos mais importantes na minha metamorfose e tenho certeza que mais uma vez muitos podem se identificar com o que vem nas próximas linhas.
Passei por uma das puxadas de tapete mais violentas dos últimos 36 anos de vida. Sempre fui e acho que ainda sou a canceriana legítima: mãezona de todos, mega romântica (já fiz jantar a luz de velas ao som de Fábio Jr., e por aí vai), super defensora da família, nunca desisto de nada, etc etc etc...  Como tal, sou fã e confiante na bondade do ser humano, imagine então das pessoa que amo. Vista como ingênua, burra e outros rótulos, nunca consegui corrigir este hábito. Fui para terapia para, entre outras coisas, aprender a colocar meus pés no chão e voar um pouco menos. Graças a Deus, funcionou... mantive meus pés no chão, mas infelizmente não perdi a fé no ser humano. Foi aí que "dei com os burros n´água".
Tive o maior do tombos. Destes de ficar com joelho, cotovelo e dedos ralados. Tô demolida, revendo um filme que não queria mais reprise. Terei que esperar as feridas cicatrizarem em cima de outras que já haviam fechado. Aí poderei seguir um novo caminho.
O que vejo, é que uma Vanessa ficou para trás e esta não voltará mais. A cada dia que passa a reconheço menos, passei 20 dos meus 36 anos (e isso significa mais da metade da minha vida) acreditando muitíssimo em uma grande mentira. Vivo o paradigma da satisfação de esgotar as minhas possibilidades num misto de um certo orgulho e tranqüilidade de ter feito sempre o caminho mais correto e honesto com uma profunda vergonha de mim mesma por ter sido tão tola e me deixado enganar. SIM, por que ninguém é totalmente vítima, somos responsáveis pelas nossas escolhas e assumo que fiz uma escolha para lá de errada, tive profunda fé em quem não tem fé em si mesmo. O calcanhar de Aquiles foi justamente este, tive mais fé em outro do que em mim mesma. Big Mistake.
Então, My Dear... estou juntando cacos, ainda nem sei como vai ser, só sei que vai ser... como disse, foram 20 anos pensando e sentindo de um jeito e de repente me vendo desejando muito escrever um novo script. E como boa canceriana persistente e audaz, hei de conseguir.
Vou me amar mais, tô precisando ser um pouco mais ruinzinha como mecanismo de proteção contra 'cachorro fraco', sabe? É uma boa estratégia, a veterinária aqui explica:
Sabe quando tem aqueles micro toys, chihuahuas ou pinschers xexelentos querendo pegar o teu calcanhar? esses são os piores, a mordida é dolorida e humilhante e ainda por cima só mordem pelas costas. Eles fingem e acham que são um rottweiller mas na real... não passam de micro cães 'peso pena' que nada podem. Então, se você se encolhe num canto, eles vem com tudo e tomam conta... avançam pra valer. A técnica é você parecer ruinzinha: bate o pé, enfrenta e dá uma rosnada de volta, fala um pouco mais firme e os xexelentos já se pelam de medo e se colocam no devido lugar.  Com 'bicho gente' também é assim: se você se encolhe o fraco toma conta, mas se fala um pouco mais firme ele já se "péla de medo e vaza da área".  Morro de pena desta espécie, pois o destino deles - na sua falta de humildade e espelho - é serem engolidos por um fortão ou serem engandos por um filé, afinal eles " se acham os valentões" - pobres cães egocêntricos... Senhor, tende piedade. Não se assustem se me verem rosnando por aí, não é nada pessoal... só estou expulsando os micro toys e afins da minha vida, pois já morderam demais meus calcanhares! Ficam com sua carinha de carente pedindo carinho e de uma hora para outra... nhac!


"O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte."
Mahatma Gandhi

terça-feira, 26 de abril de 2011

Transparência

Aí vem o post mais megalomaníaco... vou falar de mim, mim, mim!
Hoje fui me resgatar do porão. Me encontrei no meio de caixas, poeira, escuro, entulho. Não sei por que, mas às vezes insisto em voltar ao porão... dura um tempo, mas acabo achando um jeito de sair.
Talvez muitos se identifiquem com o que vem por aí, mas tenho uma tendência excessivamente cuidadora. Não me contento em secar as lágrimas e alcançar o lenço, tenho que sofrer e chorar junto. Normalmente o que acontece é que o "ser cuidado" sente-se aliviado e segue o rumo enquanto eu "cuidadora"  fico com a "cráca" toda.
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Outro dia, estava conversando com um amigo próximo... daqueles homens rústicos (nãaa... tosco mesmo!) mas de coração bom. Eu tentei exaustivamente disfarçar, omitir... até que ele diz (e veja bem... para um homem perceber, sinal que a coisa já é escancarada e ainda por cima se ele for meio "tosco", aí então deve ser algo muuuuuito bandeiroso): "Você é transparente, mas tão transparente que enxergo tudo que está dentro do seu coração. Tenta disfarçar mas não consegue."
Me senti ridícula e tola... mas em seguida foi o efeito beliscão!
Hey! Essa sou eu, não preciso provar nada para ninguém. Sou arrojada com a vida, encaro absolutamente tudo que ela me propõe e ainda tenho projetos audaciosos... sem medo... bem... talvez com um pouco de medo, às vezes até pânico, sim: instinto de auto preservação! Mas o fato é que vivo dando a cara à tapa. Aprendi a perdoar, a não amargurar, não ser orgulhosa, a saber ouvir, a não esmoecer, a saber esperar, inclusive a me soltar e me permitir. Aliás, há quem me conheceu antes da fase solta e ainda se escandaliza... essa é a melhor parte! rsrsrs Por essas e outras, tenho o direito de ser "transparente", what the hell!!
Só tenho esse pequeno problema de entrega excessiva, mas graças a Deus, sempre tem uma boa alma que me belisca para me lembrar que EU SOU UM ESPETÁCULO! Tô sabendo que o mercado tá cheinho de mulher disponível, mas como representante da classe me arrisco a dizer que BOAS mulheres BOAS são pouquíssimas por aí. Eu coloco a minha mão no fogo por uma meia dúzia, NO MÁXIMO.
Não preciso pedir atenção, carinho, mendigar absolutamente nada! Cutuco teu ombro uma, duas vezes, na terceira tem que vir com um buquê de flores e muito ziriguidum. Senão, baby... que pena!
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Tô saindo do porão... não garanto que não vá visita-lo mais algumas vezes nesta vida, mas garanto que sempre saio e aprendendo mais uma coisinha.
Vou limpar as crácas que não me pertencem... me acabar numa pista de corrida, fortalecer as pernas e colocar os demônios para fora numa aula de spinning, voltar a cantar enlouquecida no carro a caminho de casa, me acabar numa garrafa de espumante... enfim... gozar os instantes de liberdade pós clausura de porão.
Aí vai a trilha que me inspirou. " Lady Antebellum - I Run To You". Muita atenção na letra!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

How to save a life

 "Em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente à sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver ao seu lado. "

Em caso de afogamento, não se lance à água se não souber nadar muito bem.

A regra é clara!!! Não há como resgatar ninguém sem antes garantir sua estabilidade! Não é egoísmo, é auto sobrevivência para prevenir uma derrubada geral no efeito dominó.
É difícil! A tendência é nos lançarmos em alto mar e depois pensarmos em como salvar. Trancar a respiração enquanto quem amamos respira, depois dá-se um jeito para inflar os próprios pulmões novamente.
Não pode, não pode, não pode!!
Sem ar fico tonta, perco a oxigenação cerebral, o raciocínio fica lento... depois vem o medo, pânico. No pânico fico paralisada e aí FO_ _ U! Caio na anóxia total e nem consigo terminar de ajudar quem precisava. Me refiro a primeira pessoa, mas a lei é para todos... pura fisiologia. O que era para ser uma boa ação, vira uma catástrofe.
PERCEBE??
Ama de verdade? Verdade verdadeira?
Quer ajudar muito muito muito?
Sabe nadar muito bem? Olha... não adianta achar que sabe, tem que ter certeza! Cuidado com as fadigas, cãibras (... ou câimbras). Atleta de final de semana, nem pensar!
Sua máscara está bem colocada?
Caso SIM... GO AHEAD.
Em caso de dúvida, pare,  pense, estabilize e depois sim... GO AHEAD.
Muitas metáforas, né?
Nem tanto... tudo muito aplicável: salve-se em primeiro lugar para ter segurança de estender a mão sem tropeçar. Quer fornecer oxigênio vital? Esteja bem arejada e com ar puro nos pulmões para não sufocar ao invés de ajudar. Não é exímio nadador? procure alguém que saiba e pede que ajude a vítima do afogamento... é o único meio de evitar DOIS afogamentos!
Cá entre nós... existem mil formas de salvar uma vida, mas em nenhumas delas o ajudante está à beira do tombamento. Daí siga a letra da música "reze para que Deus ouça as preces dele(a)" e isso já será o bastante

sábado, 26 de março de 2011

Tudo que eu queria te dizer

Não há a menor pretensão de ser Martha Medeiros, mas o livro "Tudo que eu queria te dizer" tem a brilhante idéia de escrever crônicas no formato de cartas... o que deveria ser dito. O equilíbrio da hora de falar, hora de calar, hora de ouvir, hora de pedir colo e hora de dar colo. Estou em processo de busca deste equilíbrio, já comentei antes... é difícil calar e falar na hora certa. Assim como em post anterior aconselhei a fazer um "To Do List", hoje o exercício é fazer a carta com TUDO que queria dizer a alguém.
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Nunca entendi muito por que culpam o coração pelas dores do sentimento. Coração é órgão que bombeia sangue para nutrir os todos os tecidos do corpo, mas no decorrer do meu caminho experimentei a dor física no coração quando os alicerces dos sentimentos foram abalados. Vivi intensamente o processo de cura destas feridas, te digo que esta dor é como ciclo de doença viral... NADA do que faça pode abreviar a dor do coração, exatamente como um vírus, é recomendável repouso, caso contrário há fortes chances da recuperação se prolongar correndo riscos de recaídas. Neste caso, o melhor remédio é o resguardo!
Doeu muito, admito que ainda dói... de um jeito diferente, como cicatriz. Está lá para lembrar, não machuca mas serve de recordação.
Deixa doer, permita-se o melodrama, jogue-se temporariamente no escuro do buraco e só assim valorizará a luz. Quando chegar ao buraco, sofra mas confie que Deus secará tuas lágrimas e te trará algumas respostas.
Permita-se aprender a gostar de se jogar no sofá depois de um dia de trabalho, tomar um copo de vinho depois de um banho quente, ouvir uma música e ler um livro, converse com seus próprios pensamentos. Inicialmente, a solidão é assustadora, o silêncio perturba ao mesmo tempo que permite ouvir tua alma. Escuta atentamente o que tens a dizer a ti mesmo.  Percebe que estes momentos de aparente solidão te impedem de atropelar acontecimentos por ansiedade.
Depois disto, quando tua solidão e o silêncio não te apavorarem mais, perceberá as lições aprendidas e este será o antídoto para curar as dores do coração. Jogar o orgulho e as armaduras no lixo é uma experiência libertadora.
Receba colo de quem te ama e não esqueça de retribuir carinho, respeito e compreensão - Sábias palavras  da oração de São Francisco de Assis [...] Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido, amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado[...]. Isso ainda não é tudo que queria te dizer, mas no momento é tudo que precisa ouvir de mim.
Vai passar, vai passar, vai passar.

sábado, 12 de março de 2011

Mood do dia...

Ninguém é Mulher-Maravilha nos 365 dias do ano. Tem dias que você só tem vontade de ficar bem quietinha, ganhando um cafuné e ouvir que tudo vai ficar bem, dançar de rosto colado no meio da sala como se fosse uma retardada mega-romântica.
Pois bem... esta é a minha trilha do momento.



p.s: Só para não perder o hábito... o que É o vestido vermelho da Shania neste vídeo???  Que TUUDOOO, que invejaaaa!!! ;-)

terça-feira, 1 de março de 2011

Sobre o perdão.

Os últimos dias foram de intenso aprendizado. Mais do que aprendizado, repostas para muitas perguntas, colocar em prática o que sempre julguei a maneira correta de agir e de pensar. Uma experiência soberana e sagrada de colocar a teoria na prática. Vou repetir uma frase que uma amiga me disse certo dia... "o mais difícil na vida não é amar, é perdoar". Amor de verdade já é um objetivo raro de ser alcançado nos dias de hoje: muita intolerância, muito murro em ponta de faca. Sou abençoada por amar... não sabia amar, mas aprendi a amar e muito. Nem duvide pois esta é uma das minhas melhores virtudes: os anos me ensinaram a jogar fora todas as "firulas e penduricalhos" do amor.  Só amor... simplesmente amor e entrega.
Vou dizer uma coisa... achava que tinha coisas imperdoáveis e fui abençoada em descobrir que estava completamente equivocada. Tudo pode ser perdoado, e DEVE ser. Se não for para o bem do próximo, que seja pelo seu próprio bem, pela sua evolução. Mas te garanto que a sensação que o teu perdão fez bem ao próximo é indescritível... quase a leveza suficiente para levitar.
Hoje tenho poucas palavras e muitos sentimentos, maturidade e certezas.
Foi um curso intensivo de "perdoar as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..." ministrado pelo Próprio Autor.
Valeu, Pai.