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segunda-feira, 23 de maio de 2011

How to save a life - 2


A música "How to Save a Life" postada anteriormente com o texto homônimo parecia ser uma uma intuição do que estava por vir, relendo as últimas postagens parei na letra e a percebi entrando como uma luva no presente. Por que quanto mais tentamos acertar, é que notamos o quão errados estamos:  fazer muita força para que algo dê certo, definitivamente é o primeiro sinal que está remando contra a maré. Quanto mais rodopiamos procurando resposta por onde erramos (Where did I go wrong), menos respostas aparecem e ficamos num vácuo até descobrir talvez você não consiga salvar uma vida (Had I Know How to Save a Life?) ... ou talvez não queira ser salvo por mim...  O fato é que eu, nem ninguém, está no controle.
Queridos leitores, não sei se vai adiantar dizer alguma coisa,  partindo do princípio que pouco ouvimos o que nossos pais nos orientam por que temos convicções a serem vividas e esgotadas. Mesmo assim, a minha dica é que:
Se a caminhada está cheia de atritos e penosa, observe se quem está soprando o vento contra não é "O CARA LÁ DE CIMA". Repara bem, pode ser que Ele esteja soprando o vento na outra direção com o propósito de te indicar o caminho mais suave e menos penoso. Você não precisa correr com vento contra, a não ser que realmente queira, mas assuma o risco de "morrer na praia", perder fôlego no decorrer do trajeto. Descobrir o aprendizado na DOR é uma opção NOSSA, Deus nunca preconiza isto aos seus filhos, mas infelizmente tem sido o único jeito de enxergarmos a verdade nua e crua.
Depois de tudo, nem perca tempo tentando entender o porquê. Foi por que tinha que ser, fim de estrada e aprendizado  para uns, repetência para outros... pegue seu diploma e Salve sua Própria Vida.



quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novos caminhos

Pelos últimos posts, muitos puderam perceber que grandes movimentos estavam acontecendo. Textos profundos e complexos surgiram e felizmente percebi que muitos compartilhavam de experiências e sentimentos semelhantes. Hoje segue um dia dos mais doloridos e dos mais importantes na minha metamorfose e tenho certeza que mais uma vez muitos podem se identificar com o que vem nas próximas linhas.
Passei por uma das puxadas de tapete mais violentas dos últimos 36 anos de vida. Sempre fui e acho que ainda sou a canceriana legítima: mãezona de todos, mega romântica (já fiz jantar a luz de velas ao som de Fábio Jr., e por aí vai), super defensora da família, nunca desisto de nada, etc etc etc...  Como tal, sou fã e confiante na bondade do ser humano, imagine então das pessoa que amo. Vista como ingênua, burra e outros rótulos, nunca consegui corrigir este hábito. Fui para terapia para, entre outras coisas, aprender a colocar meus pés no chão e voar um pouco menos. Graças a Deus, funcionou... mantive meus pés no chão, mas infelizmente não perdi a fé no ser humano. Foi aí que "dei com os burros n´água".
Tive o maior do tombos. Destes de ficar com joelho, cotovelo e dedos ralados. Tô demolida, revendo um filme que não queria mais reprise. Terei que esperar as feridas cicatrizarem em cima de outras que já haviam fechado. Aí poderei seguir um novo caminho.
O que vejo, é que uma Vanessa ficou para trás e esta não voltará mais. A cada dia que passa a reconheço menos, passei 20 dos meus 36 anos (e isso significa mais da metade da minha vida) acreditando muitíssimo em uma grande mentira. Vivo o paradigma da satisfação de esgotar as minhas possibilidades num misto de um certo orgulho e tranqüilidade de ter feito sempre o caminho mais correto e honesto com uma profunda vergonha de mim mesma por ter sido tão tola e me deixado enganar. SIM, por que ninguém é totalmente vítima, somos responsáveis pelas nossas escolhas e assumo que fiz uma escolha para lá de errada, tive profunda fé em quem não tem fé em si mesmo. O calcanhar de Aquiles foi justamente este, tive mais fé em outro do que em mim mesma. Big Mistake.
Então, My Dear... estou juntando cacos, ainda nem sei como vai ser, só sei que vai ser... como disse, foram 20 anos pensando e sentindo de um jeito e de repente me vendo desejando muito escrever um novo script. E como boa canceriana persistente e audaz, hei de conseguir.
Vou me amar mais, tô precisando ser um pouco mais ruinzinha como mecanismo de proteção contra 'cachorro fraco', sabe? É uma boa estratégia, a veterinária aqui explica:
Sabe quando tem aqueles micro toys, chihuahuas ou pinschers xexelentos querendo pegar o teu calcanhar? esses são os piores, a mordida é dolorida e humilhante e ainda por cima só mordem pelas costas. Eles fingem e acham que são um rottweiller mas na real... não passam de micro cães 'peso pena' que nada podem. Então, se você se encolhe num canto, eles vem com tudo e tomam conta... avançam pra valer. A técnica é você parecer ruinzinha: bate o pé, enfrenta e dá uma rosnada de volta, fala um pouco mais firme e os xexelentos já se pelam de medo e se colocam no devido lugar.  Com 'bicho gente' também é assim: se você se encolhe o fraco toma conta, mas se fala um pouco mais firme ele já se "péla de medo e vaza da área".  Morro de pena desta espécie, pois o destino deles - na sua falta de humildade e espelho - é serem engolidos por um fortão ou serem engandos por um filé, afinal eles " se acham os valentões" - pobres cães egocêntricos... Senhor, tende piedade. Não se assustem se me verem rosnando por aí, não é nada pessoal... só estou expulsando os micro toys e afins da minha vida, pois já morderam demais meus calcanhares! Ficam com sua carinha de carente pedindo carinho e de uma hora para outra... nhac!


"O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte."
Mahatma Gandhi