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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Limpeza do Copo

Enfim, o primeiro post de 2012! O ano não virou, foi virando desde meados do ano passado e talvez continue virando nos próximos meses.
Desejei menos e andei agradecendo mais.
Agradeci pelas últimas constatações, pelos véus que sairam da frente dos meus olhos. Tudo trouxe novas cores e novos ares. Isso já é motivo de bom tamanho para o agradecimento.
Quando os véus caem, a vida recebe uma nova "demão" de tinta. 
     Surpeendentemente, a caída de véus mostra tudo, até o que você achava que estava em ordem. O pacote é completo!
     Quando os véus caem, é possível olhar todos os ângulos e sentidos: dentro, fora, atrás, lados, frente. No início assusta, depois pensamos "mas como...?", a seguir é hora de estabelecer a escolha da nova cor.
     Decidi que com a queda dos véus, a cor do momento é a cor LIMPA! Não será rosa, não será azul, nem branco ou preto... serão todas as cores desde que sejam LIMPAS!
    Tal qual um copo ou balde sujo. Enquanto não  lava, nem adianta colocar nada ali por que "pega o encardido" do recipiente sujo.
    Lavei meu copo e meu balde para não correr o risco de encardir ou manchar o que possa vir a receber na sequência. Lavar o recipiente é a cura das ilusões e desilusões.
Imagina suas ilusões como um copo manchado de rosa... rosa simboliza você fazendo de conta numa situação exigindo uma decisão e você lá... cheia de ´panos quentes´ para disfraçar a realidade nua e crua. Enquanto não lavar o copo, tudo que vier a seguir estará manchadinho de rosa... pipocado com pinceladas de ´panos quentes e empurradas com barriga'. Lavei meu copo para que a próxima cor seja REAL e sem manchas do passado.
     Imagina o contrário... Uma fase negra e barrenta na sua vida. Se não lavar o copo, o ROSA, o AZUL, o LILÁS ou BRANCO irão ficar impregandos de NEGROS ou  sujos BARRENTOS... deixa de ter a beleza e a luz da cor original.
    Estou calmíssima lavando o meu copo para receber todas as cores necessárias. Designada a recebe-las e se for PRETO, que seja o PRETO verdadeiro... não adianta pintar bolinhas rosas... lavarei o copo para receber um radiante AMARELO ou o estimulante VERMELHO.
     Sentimentos reais com toda clareza e sinceridade que nós merecemos só serão identificados se meu copo estiver como cristal transparente e limpo.
     Tenho me sntido especialmente feliz pelo simples fato de ter me dedicado a escovar e cuidar do meu copo. Cabe a cada um encontrar a forma de limpar seu próprio copo... e por favor, não designe esta limpeza a NINGUÉM: cada um é responsável pelo seu próprio copo. Uma organizada no corpo, mente e um banho de mar ou cachoeira... descubra a sua metodologia.
     Até os meus momentos mais difíceis ficam mais fáceis de serem superados por que não tem sujeira acumulada, percebe!!??
Assim eu sou, assim funciona meu copo e meu coRpo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Onde o amor próprio mora.

Nesse período de quase 60 dias off e fora da área de cobertura estive "colocando ordem no galinheiro". Fiz o que tinha que ser feito doa a quem doer (inclusive a mim mesma). 
Ouvi muitas histórias e reparei que 2011 foi um ano de limpeza geral e pesada, no bom estilo Multilimpadores Alvejantes. Acredite ou não... mas parece que a energia de varrer a sujeira para fora de casa imperou neste ano. Faxina é bom mas é ruim, por mais que gostem... é chato... colocar tudo para cima, aquele caos para depois acomodar tudo no seu devido lugar. Depois que tudo se ajeita vem aquela sensação de conforto e leveza... mas até lá... é pauleira!
Percebi que muitas separações aconteceram neste ano, incrível... mas cada história que se arrastava por tantos anos, e justamente em 2011 chegaram no ponto final. Términos das mais diversas formas: por querer e sem querer. Ouvi relatos de pessoas que passaram por todo o tipo de casamento: longos, curtos, mansos, conturbados... mas o denominador comum unânime foi que independente do amor e do sentimento pelo parceiro, precisavam resgatar o amor próprio. Quando me refiro a casamento... não é necessariamente ligado à relação formal, com pompa, igreja e aliança na mão esquerda. CASAMENTO é todo pacto selado de dedicação ao outro, seja velado ou declarado... e aí vai uma extensa categoria: namorados, esposos, amantes, namoridos, etc, etc, etc. Quem tem sabe e quem somos nós para julgar em que momento virou ou desvirou CASAMENTO.... sejamos democráticos e menos hipócritas para aceitar as inúmeras formas de CASAR-SE. A amante que espera é tão casada quanto a esposa "real". Quem esteve dos dois lados do muro não ousa duvidar do status.
Enfim... há casamentos que perduram e fico imensamente feliz ao ver relações superarem obstáculos e testemunharem a passagem de muitos anos. Mesmo assim, percebo que além de toda receita de bolo que conhecemos para fazer uma relação sólida prosperar (amor, cuidado, amizade, tolerância...) NUNCA deve faltar o AMOR PRÓPRIO, pois este é o fermento do bolo. Sem amor próprio, mesmo com abundância de todos os ingredientes, o bolo embatuma... e aí, amiguinhos... fica intragável mesmo com ingredientes da mais alta qualidade! Ou pior... desce na goela e  mais cedo ou mais tarde embucha!!
É  emocionante ver casais de amigos encontrando curvas nos obstáculos para seguirem suas caminhadas. Recentemente fui numa cerimônia de Bodas de Prata e me emocionei muito, imaginei a passagem do tempo de um casal que se casou muito jovem e superou muita coisa com parceria e amor. Devem ter sido desacreditados por muitos durante vários capítulos de sua riquíssima história, mas perseveraram ... não por teimosia, nem por conveniência. Também nunca colocaram o casamento como algo indissolúvel, mas estavam juntos por que não jogaram no colo do outro a responsabilidade por sua própria felicidade. Hoje vivemos num mundo em que casamentos, amores e paixões são facilmente construídos e desconstruídos, onde dizer "eu te amo" ficou tão fácil, apesar de durar até a página 9 ou 10.
Defendo a instituição casamento, não pela religiosidade, mas por que tô com nojinho desse efeito pipoca da humanidade: não deu, pula para outra, não deu de novo, pula de novo para outra... e vai levando uma bagagem de imaturidade na mochila que não se resolve nunca. Inúmeras relações de um único capítulo erroneamente rotuladas de 'modernas' no equivocado estilo 'bola pra frente'.
Vejo meus pais juntos há mais de 50 anos com suas diferenças e suas implicâncias... e quando começo a questionar se de fato ainda se amam ou virou acomodação, encontro alguém que me ralata terem encontrado-os caminhando juntos numa manhã no calçadão de Ipanema. Bem... é isso aí... simples assim... de fato é vida como ela é, a concretização do amor ao próximo e amor próprio.
Tenho colocado limites de aproximação àqueles que queiram sugar algo que possa comprometer meu amor próprio. Pois é... ele foi devastado e desde o momento que coloquei uma cerca de proteção para me recompor, TODOS que por ventura tenham segundas intenções se afastaram. No início estranhei vários afastamentos que nem tinha percebido que poderiam ser nocivos, mas enfim... a regra é para todos e tenho agradecido por tudo mesmo sem entender muito bem o porquê, AINDA....
Como dizia Clarice Lispector "Tenho meus limites, o primeiro deles é o amor próprio".
Fica o vídeo de uma mulher que tem muito amor próprio: Adele. Deixou sua voz brilhar e imperar num mundo um tanto quanto fútil e sem amor próprio.